eventos
| Local : Cyber Coffe | ||
| Endereço : Largo das Andorinhas, 41 - Centro | ||
|
Esquina da Benjamin Constant |
|
LETRAFURTO No cadinho da chamada pós-modernidade (será que a modernidade acabou mesmo?) os artistas combativos da cidade de Campinas fazem o que podem. Quando algum belo alienígena do futuro se debruçar sobre a cultura campineira no ano de 2008, ele encontrará iniciativas que de maneira abrangente mostram que a arte ainda pode elevar o homem para além da odiosa jaula em que estamos confinados. Esta mesma promessa de liberdade espiritual encontrou um exemplo significativo no Letrafurto. Do que se trata afinal? Muito mais do que um evento cultural, um show underground ou um chá de senhoras, o Letrafurto é um estado de espírito marcado pela criatividade, pelo desbunde, pelo improviso. A sua origem remota encontra-se no extinto grupo de antiarte Convescote: O Letrafurto surge enquanto um roubo, um furto da poesia. Roubar a literatura para integra-la a vida. Passados três anos após o fim deste pequeno grupo (na realidade um desdobramento do igualmente extinto Movimento de Arte intuitiva) o Letrafurto passa por uma profunda renovação. Mediante a necessidade de declamar poemas, textos escandalosos e manifestos raivosos, decidiu-se fazer noitadas. Lugar escolhido (e gentilmente cedido): Cyber Coffe. Com o apoio de jovens músicos, atores, outros poetas, artistas plásticos e agitadores culturais o Letrafurto adquire sonoridade e violência cênica. Sem nenhum programa estético pré-estabelecido o Letrafurto abrangeu em sua primeira fase uma pluralidade de referências: Sob a presença selvagem do Rock ocorreram leituras, apresentações, performances, exposições, criações, sensações e delírios coletivos. Surrealistas, Antropófagos, Beatniks, Punks, Hippies, Boêmios, vivos e mortos encontraram o seu espaço de atuação. Entre maio e setembro o Letrafurto viveu uma fase de ouro: Absinto, beijos, fumaça, cervejas, debates, conflitos sagrados, etc. Transformações. Deu-se início a parcerias entre visões diferentes de artes em torno da mesma energia criativa que ultrapassava as paredes e as fronteiras da cidade das andorinhas, a revolta foi afirmada como método e a aceitação ao caos imediata. No entanto, entre os meses de outubro e novembro o Letrafurto começa a sofrer um abalo. Geografia: Centro de Campinas. Cultura: Provincianismo. Ou seja, diante do abandono do centro e de uma mentalidade rasteira o Letrafurto começou a ficar encerrado nas mãos de alguns poucos espíritos de vanguarda. Crise? Não, diríamos transição. Não existem culpados. O problema envolve a busca por novas estratégias. A crise da cultura de Campinas é na verdade a crise da cultura no plano estadual, nacional e internacional. Somos cósmicos e a maior parte do tempo internacionalista. A saída para um novo passo envolve na verdade dois passos: O espaço público e a vivência cosmopolita. Este último passa por um contato mais intenso com a cidade de São Paulo, revolvendo o limbo de nossos próprios umbigos, estourando a cidade/útero na busca do cosmos longe do bairrismo e da tradicional família campineira. Já to tocante ao espaço público é preciso que o Letrafurto também procure a as ruas de Campinas: A rua... O espaço dos encontros, local da magia, do acaso, do delírio, da performance articulada a sons e palavras, a busca aos guetos, às vielas, aos paralelepípedos, contornando e confrontando a passividade e a calma, fazendo reviver o centro da cidade, seio da energia catalisadora e moradia absoluta do caos pulsante em versos. A busca por uma vida nova, no velho centro, uma vida de poesiacênicamusialcinematizada. Convidamos os verdadeiros artistas das cidades de Campinas, São Paulo e região, a participarem desta luta cultural. Obviamente não estamos sozinhos na trincheira e deixamos claro, aqui, a nossa solidariedade com outros movimentos revolucionários da cultura. Em guarda! Um brinde à expansão! |
Fotos e Videos
